30 novembro 2025

Platão e a Maçonaria

O Mito da Caverna

Você conhece a história do Mito da Caverna de Platão? Se não conhece, tem aqui uma excelente oportunidade. E qual a relação dessa história com a Maçonaria? Os maçons se reúnem com o objetivo de buscar o aperfeiçoamento pessoal por meio do autoconhecimento. Quando sabemos quem somos, quais os nossos defeitos, quais as nossas qualidades.... fica mais fácil determinar aonde queremos chegar. 

O Mito da Caverna. Imagem Meta AI.

Na Maçonaria, no grau de Aprendiz, estudam-se obras de filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, Thomas Hobbes, Kant, Jacques Maritain, entre outros, com o objetivo de incentivar a autorreflexão. O Mito da Caverna, citado na obra A República de Platão, proporciona excelentes ensinamentos e insigths, além de ilustrar e explicar ideias complexas sobre o conhecimento (natureza, origens e limites). 

Um grupo de pessoas está acorrentada desde a infância no fundo de uma caverna escura. Ali, estão aprisionadas e dispostas de forma que só podem contemplar o fundo dessa caverna. Atrás, no entanto, há uma fogueira e um caminho elevado. Pessoas e objetos passam por esse caminho, e a luz da fogueira projeta suas sombras na parede que está diante delas. Sem jamais ver os objetos reais nem o fogo, a única realidade que conhecem são as distorcidas sombras projetadas, às quais dão nomes, tomando-as como reais.

Um dia, um dos prisioneiros é libertado à força e obrigado a se virar, encarar o fogo e, depois, subir a íngreme saída da caverna. A princípio, a luz o cega e ele sente dor e confusão. Ele preferia voltar ao conforto e à escuridão das sombras, que lhe eram familiares. Fora da caverna, seus olhos se acostumam gradualmente com a luz. Primeiro, ele vê as sombras dos objetos (reflexos na água), depois os objetos em si, e por fim, ele consegue olhar para a fonte de toda a luz e vida: o Sol.

O prisioneiro, agora liberto e portador da verdadeira realidade, sente pena de seus antigos companheiros e decide voltar para a caverna a fim de lhes contar a verdade e libertá-los. Ao voltar para a escuridão, seus olhos demoram para se reajustar e ele acaba tropeçando. Os outros zombam dele, dizendo que a jornada o tornou louco e piorou sua visão. Eles resistem à sua mensagem e, segundo a alegoria, chegam a matá-lo por tentar desacorrentá-los à força.

Comparando com os Níveis de Conhecimento

  • A caverna representa o mundo sensível (opinião), onde vivemos guiados pelas aparências e pelos sentidos.
  • Os objetos reais representam as ideias ou formas (justiça, beleza, bem etc.) ou seja, o verdadeiro conhecimento.
  • O Sol representa a ideia do bem, que é a causa de todo o ser, verdade e inteligibilidade.
Quando nos libertamos das aparências e alcançamos a verdade por meio da razão, passamos a ter o dever moral de guiar os outros à luz, mesmo que sejamos rejeitados. O caminho para nos libertarmos é a "educação", que representa a subida da caverna e que exige esforço, disciplina e orientação da alma para o que é verdadeiro. Nesse percurso, a maçonaria ensina aos seus membros que devem combater o orgulho, os preconceitos e os erros, além de lutar contra a ignorância, a mentira, o fanatismo e a superstição, que são os causadores de todos, ou quase todos, os males da humanidade.

Como Isso Acontece

Recentes descobertas da Neurociência mostram que a mente humana vive aprisionada nos pensamentos automáticos, que podemos considerar como pensamentos disfuncionais (ex.: "não serei amada se eu não fizer o que me pediram", "serei rejeitada se eu disser 'não'" etc.). Tais pensamentos são como "sombras" rápidas e involuntárias que interpretam a realidade de forma tendenciosa. O sofrimento que experimentamos, portanto, não é real, mas sim produto da nossa percepção dos eventos.

Toda crise existencial começa quando nasce a consciência que exige a morte do nosso velho eu — a dissolução das chamadas "crenças centrais" negativas. Isso acontece, na Maçonaria, quando o Aprendiz começa a trabalhar o ego, o que chamamos de lapidar a Pedra Bruta, para alcançar a Luz (Pedra Polida). Essa Pedra Bruta pode ser comparada às ideias profundas e globais que temos sobre nós mesmos, sobre o mundo e o futuro e, muitas vezes, estão agrupadas em temas como desamparo, desamor e desvalor.

Platão anteviu o que hoje a Neurociência confirma: a realidade se comporta conforme a percepção do observador. A capacidade do cérebro de se reestruturar por meio da neuroplasticidade é a base biológica maçônica. O observador desperto, ou seja, aquele que trabalha ativamente em Loja, percebe que o mundo não precisa mudar; ele mesmo é que precisa identificar, avaliar e responder aos seus pensamentos e crenças disfuncionais.

A caverna é mental (formada pelo conjunto das crenças disfuncionais). A saída da caverna é vibracional e só se consegue sair quando há uma reestruturação cognitiva, que ocorre por meio da análise e da modificação. Nesse momento, enxergamos o Sol da verdade (Grande Arquiteto do Universo) e nos damos conta de que ele sempre esteve dentro de nós, apenas aguardando o trabalho de colaboração ativa entre o nosso eu consciente e o eu em construção.

Neuroplasticidade em Ação

Ao escolher ver o mundo sob uma "nova perspectiva" e praticar o "novo comportamento" (esperar calmamente em vez de reagir), passamos a trabalhar ativamente para o enfraquecimento das velhas conexões neurais da "caverna mental" (do Eu desvalorizado) e fortalecemos as novas conexões de Luz em que passamos a entender que o nosso valor é independente das respostas e ações dos outros. E qual é o resultado disso? Menos sofrimento e reações mais eficazes.

Como Sair da Caverna Mental (Exemplo)

O processo prático para sair da "caverna mental" é fazer uso da conhecida Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), que pode ser resumida em 3 passos principais:

1. Identificar a sombra (o pensamento automático) - Este é momento em que nos comportamos como o "prisioneiro acorrentado", que só vê a sombra na parede. Exemplo:
    • Evento (o fato neutro): o colega não respondeu à sua mensagem.
    • Sombra (o pensamento automático): ele está me ignorando. Ele não me respeita e acha que o meu trabalho não é importante.
    • Emoção (o sofrimento): sentimentos de raiva, frustração e ansiedade.
    • Comportamento (a reação): mandar uma segunda mensagem agressiva ou se fechar e não falar mais com ele.
2. Descobrir as correntes (crenças intermediárias e centrais) - Aqui você começa a se virar na caverna para o que está por trás da sombra. Você liga seu Pensamento Automático às suas regras de vida mais profundas.
    • Regra (crença intermediária): se eu não for respeitado e levado a sério por todos, serei um fracasso (uma regra de vida que você segue).
    • Essência (crença central - a Pedra Bruta): essa regra, por sua vez, está protegendo uma crença mais profunda, como "Eu sou incompetente" ou "Eu sou desvalorizado".

Conclusão da corrente: o sofrimento não veio da falta de resposta do colega à sua mensagem, mas porque essa falta de resposta ativou a sua crença de que você é desvalorizado.

3. Subir para a Luz (reestruturação cognitiva e neuroplasticidade) - Agora você se torna o Observador Desperto (o Maçom que trabalha) usando a razão para desafiar a sombra e criar uma nova perspectiva.

É fácil? Não! É difícil e exige a lapidação constante da Pedra Bruta, por isso o maçom costuma dizer que é um "eterno aprendiz". Mas é possível.

Sandra Cristina Pedri

Referências Bibliográficas

BECK, Judith S. Terapia Cognitivo-Comportamental: Teoria e Prática. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2021.

CLARK, David A.; BECK, Aaron T. Terapia Cognitiva para Transtornos de Ansiedade: Ciência e Prática. Porto Alegre: Artmed, 2012.

DOBSON, Keith S. Terapia Cognitivo-Comportamental Baseada em Evidências: Guia Prático para Intervenção Efetiva. Porto Alegre: Artmed, 2017.

WRIGHT, Jesse H.; BASCO, Monica R.; THASE, Michael E. Guia Ilustrado de Terapia Cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2008.


20 novembro 2025

Robert Macoy e a Consolidação da Ordem da Estrela do Oriente

Robert Macoy - Meta AI.
Vida e Legado

Robert Macoy nasceu em 4 de outubro de 1815, em Armagh, Condado de Armagh, Irlanda do Norte. Filho de pais escoseses, foi com a família para os Estados Unidos quando ainda era bebê, com cerca de 4 meses. Sua família fixou-se em Nova York.

Macoy recebeu boa educação em Nova York e, em 1837 casou-se com Eliza Ann, com quem teve oito filhos: Robert F., Mary, Clara, William, Sophia, Isabella, Powell e Eliza.  Por volta dos anos 1840, quando estava com cerca de 25 anos, iniciou-se como aprendiz de tipógrafo e, em janeiro de 1848, foi iniciado na maçonaria pela Loja Leganon Lodge n. 191. 

Em 1849, fundou a Macoy Publishing & Masonic Supply Co., ao lado de John W. Simons e, mais tarde, fez parceria com Daniel Sickels e outros. Nesse mesmo ano, lançou seu primeiro livro: The Master Workman. Em 9 de dezembro de 1850 foi elevado ao grau 33 do Rito Escocês. Em 1855, foi eleito Grande Gravador do Grande Comando E. T. e, em 1856, Grande Secretário-Deputado da Grande Loja de Nova York.

Trabalhou com Robert Morris, recebendo seu sistema Constellation em 1868. A partir de então, reorganizou-o e publicou o ritual da Ordem da Estrela do Oriente (Eastern Star) em 1869. Em seguida, publicou dezenas de livros e manuais que reúnem instruções, explicações e textos ritualísticos não secretos, com o objetivo de servirem como guias e materiais de orientação e estudo aos membros da Maçonaria. Esses materiais continham:

  • Procedimentos cerimoniais (como conduzir reuniões, iniciações e elevações);
  • Símbolos e seus significados;
  • Práticas éticas e morais; e
  • Estruturas dos graus.

Em 1874, tornou-se membro do Comando Templário DeWitt Clinton e, em 1883, fundou a Ordem de Amaranth. Faleceu em 1895, deixando um enorme legado à Maçonaria, principalmente pelas publicações que foram, por décadas, amplamente usadas como referências básicas para o culto maçônico.

Atuação na Ordem da Estrela do Oriente

A Ordem da Estrela do Oriente (OES), como já vimos neste blog, é uma organização paramaçônica criada para integrar mulheres e homens ligados à Maçonaria. Sua origem remonta a Robert Morris, que idealiou, na década de 1850, um sistema denominado Constellation of the Eastern Star. Contudo, foi Robert Macoy quem deu forma definitiva à Ordem, garantindo sua expansão e reconhecimento.

Em 1868, Morris transferiu a Macoy os direitos e a responsabilidade de organizar e difundir o sistema. Macoy revisou os rituais, estruturou os graus e publicou, em 1869, o primeiro ritual oficial sob o título The Adoptive Rite, que se tornou a base da Estrela do Oriente moderna. Além disso, estabeleceu regras para filiação, símbolos e ensinamentos, consolidando a Ordem como uma instituição duradoura no contexto maçônico norte-americano.

Macoy faleceu em 9 de janeiro de 1895, no Brooklyn, e recebeu um funeral com ritos maçônicos, sendo sepultado no Green-Wood Cemetery

Sua atuação foi decisiva não apenas na sistematização ritualística, mas também na difusão da Ordem. Como fundador da Macoy Publishing & Masonic Supply Co., ele utilizou sua experiência editorial para imprimir e distribuir manuais e diversos materiais, permitindo rápida expansão da OES pelos Estados Unidos. Mais tarde, criou o Order of the Amaranth, destinado a membros já iniciados na Estrela do Oriente, reforçando seu papel como inovador nos sistemas de adoção feminina.

Graças à sua organização e atuação editorial, Robert Macoy é lembrado como o verdadeiro sistematizador da Ordem da Estrela do Oriente, garantindo-lhe estabilidade e reconhecimento dentro do universo maçônico.

Sandra Cristina Pedri

Referências Bibliográficas

FIND A GRAVE. Robert Macoy (1815–1895) – Memorial 89376457. Disponível em: <https://www.findagrave.com/memorial/89376457/robert-macoy>. Acesso em: 20 nov. 2025.

WIKIPEDIA. Robert Macoy. Disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Macoy>. Acesso em: 20 nov. 2025.

FAMILYSEARCH. Aurora Grata Cathedral – Local dos ritos fúnebres de Robert Macoy. Disponível em: <https://www.familysearch.org/memories/memory/27937650>. Acesso em: 20 nov. 2025.

INTERNET ARCHIVE – LIBRARY OF CONGRESS. Adoptive rite ritual: a book of instruction in the ... Order of the Eastern Star / by Order of the Eastern Star; Macoy, Robert. Nova Iorque: Masonic Publishing Company, 1897. Disponível em: <https://archive.org/details/adoptiveriteritu00orde>. Acesso em: 20 nov. 2025.

NATIONAL MUSEUM OF AFRICAN AMERICAN HISTORY AND CULTURE. Adoptive Rite Ritual: A Book of Instruction / Robert Macoy, 1928. Disponível em: <https://nmaahc.si.edu/object/nmaahc_2011.156.14.9.12ab>. Acesso em: 20 nov. 2025.

MACOY PUBLISHING. Adoptive Rite Ritual 1998 Revised Edition, with SY073. Disponível em: <https://www.macoy.com/OES-Supplies/OES-Books-/-Eastern-Star-Ritual/Adoptive-Rite-Ritual-1998-Revised-Edition-with-SY073>. Acesso em: 20 nov. 2025.

16 novembro 2025

Apologia de Sócrates

Lições para o Maçom Contemporâneo
Sócrates. Copilot.

A Apologia de Sócrates, escrita por Platão, é um dos registros mais marcantes da filosofia ocidental. Trata-se do discurso de defesa proferido por Sócrates em seu julgamento, no ano de 399 a.C., quando foi acusado de corromper a juventude e de não acreditar nos deuses reconhecidos pela cidade de Atenas. Mais do que um texto jurídico, a obra é uma profunda declaração de princípios, revelando a postura ética e intelectual de um homem que dedicou sua vida à busca da verdade e à melhoria moral da sociedade.

Segundo Reale (2004, p. 89), "a Apologia é o testemunho da integridade moral de Sócrates, que preferiu morrer a renunciar à sua missão filosófica". A obra se divide em três partes: a defesa das acusações, a proposta de pena e a despedida. Cada uma delas revela facetas distintas de Sócrates, desde sua habilidade argumentativa até sua coragem moral diante da morte.

A Defesa

Na primeira parte, Sócrates rebate tanto as acusações recentes quanto as antigas. Ele nega ter se ocupado de "coisas celestes e subterrâneas" ou de ensinar a fazer a "razão mais fraca parecer a mais forte" (PLATÃO, s.d.). Em vez disso, explica que sua missão sempre foi questionar e expor a falsa sabedoria das pessoas - tarefa que inevitavelmente lhe trouxe inimizades.

Sócrates recorre ao Oráculo de Delfos, que afirmara não haver homem mais sábio do que ele. Segundo Jaeger (2001, p. 143), "Sócrates interpreta o oráculo como um chamado à investigação filosófica, à busca incessante pela verdade". A partir dessa compreensão, constrói sua sabedoria socrática, baseada no conhecimento da própria ignorância como ponto de partida para o conhecimento, pois ele sabia que nada sabia.

Ele também se defende das acusações de Meleto, mostrando que, se corrompesse os jovens, o faria de forma involuntária — e, nesse caso, mereceria instrução, não punição. Além disso, desmonta a alegação de ateísmo, pois, embora questione certas concepções religiosas, acredita em “seres divinos” (daimons) e afirma que sua missão é dada por Deus: estimular as pessoas a cuidarem da alma e a colocarem a virtude acima de riquezas e status (PLATÃO, s.d.).

A Proposta de Pena

Após ser considerado culpado pela maioria dos juízes, Sócrates mantém a firmeza. Com ironia, afirma que, pelo serviço prestado à cidade, deveria ser recompensado e sustentado no Pritaneu — honra reservada a campeões olímpicos e heróis. Segundo Nunes (2010, p. 57), "a proposta de Sócrates revela sua convicção de que a filosofia é um bem público, essencial à vida da pólis".

Recusa a ideia de exílio, pois, onde quer que estivesse, continuaria filosofando. Para ele, abandonar essa prática seria desobedecer ao chamado divino que orientava sua vida. Embora inicialmente sugerisse pagar 1 mina como multa, aceita a proposta de seus amigos Platão, Críton e outros, oferecendo 30 minas como alternativa (PLATÃO, s.d.).

A Despedida

Na parte final, Sócrates se dirige primeiro aos que o condenaram, advertindo-os de que sua morte não silenciaria as críticas à cidade — pelo contrário, outros surgiriam para cobrar a mesma postura moral que ele exigia. Aos que o absolveram, explica que o “sinal divino” que sempre o guiava não se manifestou durante o julgamento, indicando que a morte não era um mal.

Reflete sobre a natureza da morte, sugerindo dois possíveis cenários: um sono profundo e sem sonhos, que traria descanso total, ou uma mudança de lugar, onde poderia dialogar com heróis e sábios do passado. Como afirma Platão (s.d.),  "ninguém pode fazer mal a um homem bom, nem em vida nem depois da morte", pois o valor de uma vida está em vivê-la justamente.

Ideias Centrais

  • Missão filosófica: questionar crenças, examinar a vida e buscar a virtude.
  • Sabedoria socrática: reconhecer a própria ignorância como caminho para o conhecimento.
  • Coragem moral: manter a integridade mesmo diante da morte (NUNES, 2010).
  • Crítica à retórica vazia: rejeição a apelos emocionais e manipulação em favor da verdade.
  • Concepção da morte: aceitação do desconhecido, considerando que ele pode ser um bem.

Conclusão

A Apologia de Sócrates é mais do que um registro histórico de um julgamento; é um manifesto atemporal sobre a importância da integridade, da reflexão crítica e da busca pelo sentido da vida. Ao se recusar a comprometer seus princípios para evitar a morte, Sócrates nos lembra que a verdadeira coragem não está em viver a qualquer custo, mas em viver fiel àquilo que se acredita ser justo.

Como resume Platão (s.d.), "a vida não examinada não vale a pena ser vivida". Ler a Apologia de Sócrates é confrontar-se com nossas próprias certezas e lembrar que, mais do que respostas prontas, o que nos mantém vivos intelectualmente são as perguntas que ousamos fazer.

Maria Luiza Menquique

Referências Bibliográficas

JAEGER, Werner. Paideia: a formação do homem grego. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

NUNES, Benedito. O conhecimento filosófico. São Paulo: Ática, 2010.

PLATÃO. Apologia de Sócrates. Tradução eletrônica. Disponível em: <https://www.acropolis.org.br>. Acesso em: 19 out. 2025.

REALE, Giovanni. História da filosofia antiga. São Paulo: Loyola, 2004.

Maçonaria Feminina: O Despertar da Consciência

Além das Ideologias Recentemente um homem nos enviou uma mensagem (via WhatsApp) que, entre outras frases, escreveu: "É que eu vi que...