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08 fevereiro 2026

A Maçonaria, a Física Quântica e a Neurociência

Entre Ritos e Ciência

Imagem criada por IA Gemini.
A mulher na Maçonaria Feminina estuda, além de textos filosóficos, herméticos, egípcios, teológicos etc., a cabala, alquimia e outros conhecimentos ocultos que são importantes para harmonizar o ser humano com a natureza e despertar a espiritualidade e o crescimento pessoal. Embora com origens diferentes, todas as práticas espirituais fazem uso de símbolos e ritos como instrumentos de transformação interior.

Por aceitar pessoas com diversas crenças, não importando a religião que seguem, a Maçonaria proporciona, em suas Oficinas, uma troca muito rica de conhecimentos provenientes de culturas muito diversificadas. Aprender a respeitar e aceitar a diversidade de pensamentos, teorias, crenças, rituais e práticas espirituais contribui muito para o amadurecimento e para a evolução espiritual de cada uma de nós.

A ritualística maçônica possui uma riqueza simbólica e uma estrutura iniciática que podem ser vistas como metáforas para processos que, atualmente, a ciência começa a desvendar. A física quântica e a neurociência, embora distantes no método, convergem com a Maçonaria em um ponto essencial: a transformação da consciência e a compreensão de quem somos

Na física quântica "o ato de observar altera o estado quântico, revelando que a consciência participa da construção da realidade" (NEY, 2025, p. 2). Em cerimônias maçônicas, a iniciada é convidada a "ver" sob uma nova luz, a sair da escuridão para a claridade do conhecimento, — lembrando o Mito da Caverna de Platão. Esse movimento simbólico espelha a ideia quântica de colapso da função de onda, em que a potencialidade se torna realidade quando há percepção. Assim, aquilo em que colocamos nossa atenção, nossos pensamentos é o que, de fato, se materializa em nossa vida (segundo o documentário O Segredo). 

Do ponto de vista da neurociência, estudos apontam que "ritos e símbolos ativam redes neurais ligadas à emoção, memória e tomada de decisão (TÃTÃRANU; RIZEA, 2025, p. 5). Cada gesto, palavra e objeto ritual cria âncoras cognitivas que reforçam valores e comportamentos. O cérebro, plástico e adaptável, responde ao ambiente simbólico, consolidando novas conexões como se a iniciada estivesse literalmente "reprogramando" sua mente para padrões mais elevados de ética e fraternidade. 

Assim, os rituais maçônicos não são apenas cerimônias: são experiências imersivas que operam em níveis sutis, alinhando intenção, percepção e emoção. A física quântica nos lembra que a realidade é interdependente; a neurociência confirma que a mente é moldável. A maçonaria, com seus símbolos e graus, oferece um caminho que integra essas descobertas a uma prática ancestral, possibilitando a construção do ser humano como templo vivo.

Sandra Cristina Pedri
Pós-graduada em Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness (Puc-Campinas)

Referências Bibliográficas

NEY, Alyssa. Do our observations make reality happen? Nature, 09 de jun. 2025.

PLATÃO. A República. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian, 2007.

TÃTÃRANU, Ligia Gabriela, RIZEA, Radu Eugen. Neuroplasticity and nervous system recovery: cellular mechanisms, therapeutic advances, and future prospects. Brain Sciences, v. 15, n. 4, abr. 2025.

A Maçonaria, a Física Quântica e a Neurociência

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